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EDNÉA REZENDE
 


Ednéa Rezende

PERFIL

 

 
Nascida Ednéa Amâncio da Silva (depois Rezende, nome de casada) em 04/01/1941, em Casa Branca (SP), Ednéa Rezende reside em Gurupi, no Estado de Tocantins, há  27 anos. É autora do livro de contos "Retalhos", publicado em 2004 pela Academia Gurupiense de Letras. Participou com destaque de vários certames literários, como o Concurso Literário Nacional de Contos , promovido pela DGF Editora, de Ibirité (MG), onde obteve a primeira colocação com o conto "Suave Manhã ", enquanto que outro conto, "Novas Esperanças" também de sua autoria, ganhou o prêmio de edição. Ambos trabalhos foram publicados na antologia "Conta Brasil – 1993". Nesse mesmo concurso realizado em 1995, ganhou o prêmio de edição com os contos "Castelo de Areia" e "Ouvindo Estrelas", estando publicados na antologia "Conta Brasil – 1995". Ganhou ainda menção honrosa no Concurso Permanente de Contos Cyro dos Anjos – 1995 , promovido pela Academia Montesclarence de Letras, com o conto "Reminiscência". Têm ainda trabalhos publicados no "Anuário de Poetas e Escritores de Gurupi" , edições de 1998, 1999. 2000 e 2004

Com muito orgulho, Ednéa Rezende integra a Academia Gurupiense de Letras, onde ocupa a cadeira de nº 06 e a Academia Internazionale "II Convívio" di Poesia, Arte e Cultura , que fica em Castiglione di Sicília.Também é membro correspondente da Academia Literária Atibaiense, de Atibaia (SP). Em  reconhecimento à sua contribuição à Educação e Cultura como filha de Casa Branca, EM 2004 foi homenageada pela prefeitura com o Troféu Ganymédes, a mais alta horária cultural daquele município paulista.
 


Escrito por Ednéa Rezende às 07h44
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       ATENÇÃO  E  AFETO

                    

 

A Mulher deixou de ser a rainha do lar, como era chamada para procurar emprego, contribuindo, com seu salário, para as despesas do dia-a-dia.

 

Há que, ainda ache que   a procura de emprego pela mulher é uma atitude de puro feminismo ou competição com os homens, mas, na realidade, é para, juntamente com o marido, livrar-se da pobreza e miséria.

 

Com a crise atual o ordenado do chefe da família já não é suficiente. Mesmo fazendo horas extras, tendo dois empregos, as despesas quase não são cobertas... Acontece também a infelicidade de uma exoneração ou dispensa!...

 

Acostumado a suprir de tudo em casa, a humilhação de aceitar a esposa contribuindo no equilíbrio do lar deixa-o indignado...

 

Marido e mulher trabalhando, limita-se o tempo de entendimento com os filhos, justamente na época em que mais necessitam...

 

A primeira coisa que imaginam, tanto o marido quanto a mulher, assim que entram em casa, após um dia estafante de trabalho, é uma boa ducha, e um bom descanso a frente da televisão, juntamente com os filhos.  Assistem anúncios de cigarros e bebidas, que parecem deliciosos, despertando, assim a curiosidade por esses produtos.  A falta de diálogo deixa-os sem orientação.  Nesta hora é que o perigo aparece em forma de seringa ou inalação...

 

Além do L.S.D., maconha, o crack  ou outras drogas,  às vezes surgem para ceifar vidas e espalhar tristezas no seio familiar.  Para apreensão das famílias aparecem noticias de drogas muito piores, que já estão a caminho.

 

Pais!... O perigo ronda os indecisos, procurando-lhes os pontos fracos!  Dez minutos de atenção e afeto, podem mudar a vida de seu filho...  Conquiste-o, antes que vícios e drogas o façam!...

 

 



Escrito por Ednéa Rezende às 07h32
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REVIVENDO OS ANOS 60

 

 

 

 Ao ouvir as músicas de uma das novelas, com saudades imensas revivi os anos 60.  Aqueles boleros maravilhosos fizeram-me voltar à Casa Branca, cidadezinha do estado de São Paulo, em um belo jardim, onde crianças correndo em volta do coreto gritavam por seus pais. Jovens contornando os imensos canteiros floridos e arvoredos em forma de vários bichinhos encantavam a todos os visitantes.

 

De repente, o serviço de auto-falante da praça entrava no ar.  Começava um dos momentos de maior alegria da rapaziada, e, por que não, das jovens donzelas! 

 

As músicas começavam e eram só boleros inesquecíveis na voz de Lucio Gatica, Bienvenido Granda, Gregório Barrios, etc. Esses mesmos boleros trouxeram-me muitas saudades de distantes amigos e colegas.  Sem perceber lembrei-me de uma delas, chamada Marta.  Ficávamos sentadas em um banco, olhando a lua no crescimento e o céu estrelado, ouvindo e prestando mais atenção nos nossos preferidos:  Gatica e Bienvenido.  Apenas dizíamos: “Escuta só essa, como é linda”.  Marta apaixonada por um de meus primos, apenas dizia: “Faz-me lembrar do Mingo”.  E lá ficávamos até a hora de regressarmos as nossas casas.

 

À você, minha querida amiga, que já partiu há muito tempo, quando tocarem esses boleros, onde quer que esteja, estará também em minhas recordações, pois o passado nunca se apaga, e, aqueles momentos inesquecíveis de uma maravilhosa amizade, sempre estarão presentes!...

 

Ao reviver os anos 60 senti novamente o calor amigo, as ilusões passadas e o toque mágico que a musica nós trás.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Ednéa Rezende às 07h08
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O PASSADO, PASSOU...

 

 

Na infância, os pais, irmãos, parentes e amigos formam uma família que são o mundo da criança.  Tudo depende dos pais, desde o caminhar.  À medida que vai deixando a infância e entrando na adolescência: novas ilusões, novos sentimentos vão tomando conta do coração, que passa a bater mais forte com novos sentimentos que o atormentam.  A vida parece diferente e tudo parece sorrir.

 

O jovem não percebe que o melhor de sua vida é nesse momento, e muitas vezes desperdiçam-no, por falta de orientação, ou por ignorância.  Nesse meio tempo, a vida vai passando, e nenhum deles percebe.

 

Os vícios tomam seus dias: as horas mal dormidas a alimentação, vão contribuindo para um futuro não promissor.

 

O momento é de loucura e nada conta.  Não se pensa que um dia pode tudo acabar e se terá que olhar a realidade de frente.

 

O tempo vai passando e todo esse problema torna-se passado.  Mas, o que não passa é justamente o passado, que estará sempre presente.  O arrependimento virá e sempre se perguntara o porque de ter feito isso e aquilo, e não encontrará explicação.  Encarando os problemas quando aparecem e enfrentando-os de uma vez e o único meio de acabar com eles, caso contrario estarão sempre presentes.

 

As pessoas têm o mau habito de se recordarem do que passou.  O próprio nome diz: passado-passou. Deveriam ser lembradas as boas fases de vida, dariam mais prazer e entusiasmo, os dias felizes que virão.  Mentalizar o futuro feliz, imaginar a prosperidade, e a vida feliz, sentir prazer em viver bem, muito bem!  Há muitas coisas boas e maravilhosas para se ver e viver.

Adeus passado, bendito seja o futuro harmonioso, cheio de vida, amor amizade e simplicidade.

 

O presente é o que importa, dele dependera o futuro sem problemas e a felicidade!

    

                                                  



Escrito por Ednéa Rezende às 08h32
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        Por onde andei...

 

        Via ao longe,

        Em suaves curvas e garranchos,

Uma estrada florida,

Sonhada por todos.

Rosas, cravos, flores de laranjeiras,

Só os espinhos, eu não via.

Caminhava firme e forte,

Sem pensar na morte.

Pisava aqui, pisava acolá,

Tentando esmagar a saudade,

Sem saber,

Que na próxima curva,

Esperava-me a ansiedade.

Pétalas murchas,

        Secas, descoloradas,

Misturadas com a saudade

Que aumentava,

Doía no peito,

Entre soluços entrecortados,

Como o adeus, que a brisa levava...

 

 

 

 



Escrito por Ednéa Rezende às 08h24
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       TEUS  OLHOS

                 

                                                     

Teus olhos de criança,

ingênuos, brilhantes,

sorriem para a vida,

esperam a esperança.

 

Teus olhos de jovem,

já não tão brilhantes,

cheios de incertezas,

sempre tão distantes...

 

Teus olhos de amargura,

perderam seu brilho,

fitam as alturas,

pedindo carinho.

 

Teus olhos cansados,

tristes marejados,

choram de tristezas,

sofrem de saudade!



Escrito por Ednéa Rezende às 08h07
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   PAIXÃO OU LOUCURA?

 

Paixão é a palavra mais usada pela pessoa sentimental.  Acredita-se que estar apaixonada é a melhor parte de sua vida, não sabe que, com o passar dos dias, a paixão se revela como ela é realmente, e o sofrimento passa a fazer parte do dia a dia, sem lhe dar um pouco se quer de alegria.  Poderia se dizer, que paixão é uma doce ou tremenda loucura.  Perde-se a razão, há quem chega á pensar na morte, enquanto que outra morre pela paixão.

Quando há o discernimento entre amor e paixão, tudo vai bem. O amor, é doce, é prazer, e, quando não se pode tê-lo por algum motivo fora da própria vontade, a renuncia não dói, porque se sabe que a outra pessoa será feliz mesmo distante.  A paixão, não quer saber se dói ou não, tem que ser do jeito que no momento se pensa, ali, sem dar trégua, sofra-se ou não.  Se o sofrimento tiver sendo demasiado, não tem importância alguma, é preferível sofrer, arrastar-se do que perder a pessoa por quem se está apaixonada. Fecham-se os olhos e ouvidos, perde-se a razão, as lágrimas se afloram com facilidade, perde-se a fome, o prazer pela vida, vegeta-se.

Apesar de se saber tudo sobre a paixão, ela ali fica á espreita.  Cupido acerta a flecha do amor, se for muito profunda, a paixão aparece sem que se note, aí começa o suplício do apaixonado, começando por perder noites e noites de sono, imaginando onde estará naquele momento a pessoa por quem se está apaixonada, iniciando-se assim um dos piores momentos de sua vida.

Desde tempos remotos, ouve-se maravilhosas histórias de amor e paixões arrebatadoras, cheias de infelicidades, levando á morte pessoas com futuro promissor, mas cegas de paixão.

A paixão é como a fogueira, joga-se lenha e cada vez mais o fogo aumenta.  Se o apaixonado não tiver força de vontade para dar um basta, olhará para terás e verá o quanto havia sido feliz e não sabia.    



Escrito por Ednéa Rezende às 07h53
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